:rodolfoviana

Aug 14 2009

O grão primevo. Aquele que, de denso e quente e intenso, se explode e se consome num sem-fim de calor e radiação, em vermelho, azul, amarelo; que se expande e toma o que encontra pela frente: a negra e leve ausência; que origina outros do mesmo - ou quase do mesmo - e tudo o mais que hoje temos, vemos, tocamos neste lugar: você, eu, uma cama fria, nosso relicário, nossos sexos, um tudo e todo um nada.

Somos corpos celestes que bailam aqui dentro, neste universo em expansão que não se rege pelo contínuo tempo-espaço e que se resume a um quarto com quatro paredes brancas.

— Trecho de romance ainda sem nome.
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