:rodolfoviana

Aug 18 2009

A saga do gato tecladista

Fofo, porém malvado. Fatso, aquele gato gordinho que toca teclado, dedica suas sete vidas a zombar de quem protagoniza cenas esdrúxulas de dor ou de gafe em vídeos do YouTube. Há mais de duas décadas, Charles Schmidt filmou Fatso tocando o instrumento imortalizado por grandes ícones da música da década de 80, como Duran Duran, New Order e… Polegar. Em 2007, Charles postou o vídeo no YouTube sob o nome de Cool Cat, sem imaginar que o gato alçaria voos mais altos. (E gato voa?)

Brad O’Farrell tem 22 anos e é o nome por trás de uma das maiores febres da internet, o sucesso Play Him Off, Keyboard Cat. Em fevereiro deste ano, ele postou um vídeo de um cadeirante caindo da escada rolante em que, ao final, surgia Fatso e seu teclado. (…)

Continue lendo no blog da redação da Revista VIP.

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Aug 17 2009

Antes de amanhecer

Ela cura meus porres como quem tem nas mãos porcelana, metáfora ou redenção. Sem assombro, ela toma-me nos braços, apoia-me no ombro, num suspeito abraço, deixa-me estar no sofá, beija minha testa aqui e acolá, enquanto sem pudor balbucio palavras de cio.

Mesmo embriagado, comigo ela faz amor.

Alta madrugada e lá estamos, num balanço preguiçoso, num amar sem fim. Assim. Na rede, dormem as crianças; calam-se os cães outrora a ladrar lá fora. Cá somos dois e um.

Às vezes, sem motivo algum, ela chora, embora faça do meu sexo morada. Sem pressa.

E quando começa a despontar o sol, seja ele sustenido ou bemol, ela me sacode do sono profano e pra fora me põe a correr.

- Anda, homem! Se tua mulher acorda e não te encontra em casa, será um Deus-nos-acuda só.

Aug 16 2009
Do site Have Some Hats.
Aug 14 2009

O grão primevo. Aquele que, de denso e quente e intenso, se explode e se consome num sem-fim de calor e radiação, em vermelho, azul, amarelo; que se expande e toma o que encontra pela frente: a negra e leve ausência; que origina outros do mesmo - ou quase do mesmo - e tudo o mais que hoje temos, vemos, tocamos neste lugar: você, eu, uma cama fria, nosso relicário, nossos sexos, um tudo e todo um nada.

Somos corpos celestes que bailam aqui dentro, neste universo em expansão que não se rege pelo contínuo tempo-espaço e que se resume a um quarto com quatro paredes brancas.

— Trecho de romance ainda sem nome.
Aug 13 2009
(via anapads)

(via anapads)

Aug 12 2009
Aug 11 2009
Aug 10 2009
O meu amor faísca na medula, pois que na superfície ele anoitece. Abre na escuridão sua quermesse. É todo fome, e eis que repele a gula. (…)
Os poderes infernais, de Carlos Drummond de Andrade. Poema tatuado na carne da minha nega Winnee Louise.

O meu amor faísca na medula,
pois que na superfície ele anoitece.
Abre na escuridão sua quermesse.
É todo fome, e eis que repele a gula.
(…)

Os poderes infernais, de Carlos Drummond de Andrade. Poema tatuado na carne da minha nega Winnee Louise.

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La carne es débil. Por lo menos la mía es débil y pecadora. Y supongo que a todos les sucede lo mismo con sus carnes, pero a la gente le molesta enterarse y hasta han inventado los conceptos decencia e indecencia. Solo que nadie sabe precisar dónde están las fronteras que separan a decentes e indecentes.
Trilogía sucia de La Habana, de Pedro Juan Gutiérrez.
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